Benefícios do peixe numa alimentação saudável - Para Si

Os portugueses não precisam de argumentos para comer peixe. E ainda bem que assim o é, pois, de facto, o peixe é fundamental para a saúde. Portugal é o principal consumidor de peixe da Europa e o terceiro maior consumidor do mundo, logo atrás da Islândia e do Japão.

Porque devemos consumir peixe para manter uma alimentação saudável?

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS é recomendada a ingestão de peixe três vezes por semana. O peixe é um alimento a privilegiar no prato e existem várias razões que ditam a importância do seu consumo:

1. É uma fonte de proteína de alto valor biológico

Muito se ouve a expressão “Peixe não puxa carroça”. No entanto, não passa de um mito. O peixe é uma ótima fonte de proteína de alto valor biológico que nos dá a força e energia de que precisamos a cada refeição. Segundo a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), as proteínas do pescado são de melhor digestibilidade, quando comparadas com as proteínas da carne.

2. É rico em nutrientes

Os tipos de peixes variam ligeiramente entre si em termos nutricionais. Os peixes considerados gordos (com mais de 5% de gordura), como a cavala, a sardinha ou o salmão, podem ter o dobro do valor calórico de um peixe magro (menos de 2% de gordura), como a pescada ou o carapau, mas também possuem mais nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D e E) e ácidos gordos ómega-3, pelo que são muito importantes na dieta.

Deste modo, uma dieta com maior teor de ómega-3 permite combater o excesso de fatores inflamatórios. O menor teor de gordura do peixe também é facilitador da sua melhor digestibilidade, o que leva à diminuição da sensação de saciedade

O peixe fornece quantidades consideráveis de vitaminas lipossolúveis, nomeadamente as vitaminas A e D. Estas revelam-se fundamentais para a saúde visual e dermatológica, bem como para o metabolismo do cálcio e do fósforo, respetivamente.

Além disso é uma fonte essencial de vitamina B12, essencial para a regulação do sistema nervoso, contribuindo também para a redução do risco de doenças cardiovasculares. Os peixes, na sua generalidade, apresentam níveis consideráveis de potássio, fósforo, iodo e selénio. Estes são cruciais para o bom metabolismo energético e ósseo, bom funcionamento da tiroide e, derivado do selénio, apresenta uma importante ação antioxidante no organismo.

Como deve o peixe ser consumido?

Idealmente o peixe deve ser consumido fresco, recorrendo a processos de confeção que não alterem as suas propriedades nutricionais. Assim, dê preferência aos grelhados e assados. Uma alternativa ao peixe fresco, é o peixe em conserva. Apesar de ser sujeito a temperaturas de esterilização elevadas, o que pode levar à perda de algumas vitaminas, constitui uma alternativa bastante prática para o dia-a-dia, desde que intercalado com o consumo de peixe fresco e/ou congelado, preferindo-se as conservas ao natural.

É fundamental respeitar e cumprir a sazonalidade de cada uma das espécies. Assim, deve ser evitado o consumo da espécie durante o seu período de reprodução, de forma a zelar por um consumo consciente e sustentável. Incluir peixe na rotina alimentar, pelo menos, três vezes por semana, deve ser uma prática a adotar por qualquer família.

Se existem em casa membros que torcem o nariz ao peixe, partilhe este artigo e mostre-lhes que o consumo deste alimento só traz benefícios.