Harmonização de vinhos e o que precisa de saber para feira de vinhos - Para Si

Em geral, o vinho é cada vez mais apreciado e tornou-se quase um produto de lifestyle, uma vez que o seu consumo não se limita apenas a ocasiões esporádicas. Para além do prazer de o beber isoladamente, o vinho é também interessante como aperitivo, estimula o apetite antes da refeição principal e realça os sabores da boa comida.

A harmonização de vinhos é um tema complexo?

De facto, casar um vinho com comida pode ser difícil de gerir, uma vez que nem sempre é fácil saber se o par que escolhemos é o ideal. O universo que junta a bebida do deus grego Dioniso e a comida é uma área que apenas especialistas como escanções, sommeliers e enólogos dominam.

Para os consumidores habituais, a tarefa pode revelar-se um pouco mais complexa. Desengane-se o consumidor que afirma muito categoricamente que com carne vai bem vinho tinto e que com peixe o ideal é servir vinho branco. A consonância entre vinho e comida é bem mais complexa e apresenta inúmeras combinações eficazes.

Como funcionam as harmonizações?

Algumas harmonizações resultam por contraste. Ou seja, pondo, no palco do palato, o confronto entre salgado com doce e picante. Por outro lado, há formas de harmonização que se baseiam em critérios de afinidade: doces e sobremesas combinando com vinhos também doces, como espumantes doces.

Vinhos com maior acidez e estrutura – Vinhos Verdes, Bairrada e Lisboa

Os vinhos com maior acidez e estrutura, das regiões vitivinícolas como Vinhos Verdes, Bairrada e Lisboa, como o Casal Garcia, combinam com pratos de carne e de peixe mais intensos, cozinhados com mais gordura, assados ou fritos, e, em geral, mais condimentados.

Vinhos com menor acidez e mais suaves – Tejo, Alentejo, Península de Setúbal e Algarve

Este tipo de vinhos, das regiões vitivinícolas como Tejo, Alentejo, Península de Setúbal e Algarve, combinam com pratos de carne e de peixe menos intensos, cozinhados de forma mais natural, cozidos ou grelhados, e menos condimentados – já que, deste modo, a comida não se sobreporá ao vinho. Acompanhe os seus cozinhados com um Monte Velho Alentejano Branco ou um Contemporal Tinto e dê origem a combinações equilibradas.

Vinhos com uma acidez e estrutura médias – Douro, Dão e Beira Interior

Os vinhos das regiões do Douro, do Dão e da Beira Interior, como um Esteva ou um Quinta da Pacheca, são caracterizados por apresentarem uma acidez e estrutura médias, que os tornam muito versáteis para acompanhar pratos de carne e de peixe, nos seus vários tipos de preparação, não se revelando demasiado leves ou demasiado intensos.

Vinhos Brancos, Moscatel e Vinho do Porto

O queijo é muitas vezes associado ao vinho tinto. No entanto, a sua textura e gordura combinam com a acidez e frescura dos vinhos brancos ou com Moscatel e Porto, desde que estejam à temperatura certa.

Vinhos Rosés

Os vinhos rosés, como o Albenaz, assim como um vinho leve de Lisboa ou do Tejo, são ótimas escolhas para acompanhar o tão apreciado sushi e os canapés leves de salmão.

Espumantes e Portos

Os espumantes são extremamente versáteis, para acompanhar aperitivos, entradas, refeições e sobremesas – para estas últimas, os espumantes doces são bons companheiros. Moscatel e Portos tipo Tawny – Portos Tawny, Reserva Tawny, Colheita, de 10 anos ou 20 anos, por exemplo, combinam melhor com sobremesas à base de ovos, leite e caramelo. Portos tipo Ruby – como Portos Ruby, Reserva Ruby, LBV, Vintage – casam perfeitamente com sobremesas à base de chocolate.

De facto, a harmonização de vinhos e comida é uma arte que a maioria de nós gostaria de dominar, sobretudo quando recebe convidados em casa. Partilhe este artigo com os seus amigos ou convide-os para um convívio. Verá que, com estas dicas, poderá brilhar ainda mais como anfitrião, permitindo mostrar que comida e vinho não podiam estar melhor um para o outro.